No princípio era o verbo


No princípio era o verbo.
e ao bardo
bastava a verve,
sem nada verbalizar.

Mas o verbo se fez carne
e habitou entre nós.

Materializou o abstrato,
quebrou o silêncio,
moldou imagens,
pariu o sons.

E dele nasceram palavras
que conjugaram frases,
conspiraram livros,
tratados, enciclopédias.

E as palavras criaram penas,
leis, escolas, sentenças.

E o pobre poeta foi condenado
a sofrer de prisão de versos.
(tem algum advogado de plantão para soltar meus versos? rsss)

Um "isto"


Um isto

É meu o cisco
a faísca
o escuro ínfimo
que existe no mundo
quando teu olho pisca
é meu teu medo
teu segredo
sou eu

O ERRO CERTO

 O ERRO CERTO - Do livro Vestígios - Affonso Romano de Sant'Anna - Editora Rocco

]A Tabacaria e vários poemas de Fernando Pessoa têm versos demais e muitos precisariam ser reescritos.
Trechos dos Cantares de Elza Pound são prosaicos e a rigor incompreensíveis.
Manuel Bandeira e Neruda têm alguns poemas, que façam-me o favor!
Os Lusíadas, às vezes, cansam, quase viram prosa rimada, tal como ocorre com partes de Eneida, da Ilíada e da Odisséia.
Alguns quadros e desenhos de Picasso nem parecem feitos por um mestre.
Stravinsky às vezes aglutina sons demais em sua pauta.
Mahler, como Brahms, faz música, às vezes inteligente demaise um dia, pasme! ouvi algo de Mozart que não me comoveu.
Até Bach tem composições de pura habilidade.
Não é possível acertar o alvo o tempo todo como sabe qualquer atirador.
Por que não queres aceitar a imperfeição do meu amor?

---

pois é... por que? me diga!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...