O vampiro de Curitiba


Dizem que um vampiro só entra na casa da gente se for convidado.
Mentira! 

O Dalton Trevisan nunca aceitou convites para almoçar ou jantar,
mas, conhece todos os cômodos da nossa casa.
Disfarça-se de traça e fica lá na cabeceira da cama, no meio dos outros livros.
Quando dormimos, escapa sorrateiro.
Cheira nossos lençóis, vê com quem dormimos, fotografa nossos pesadelos, abre gavetas, invade o quarto da empregada, revira o lixo recolhendo provas de nossos crimes. Espia o banheiro, compara e conta os fios de cabelo perdidos na pia, cheira a escova de dente, abre a geladeira, lê nossa correspondência e senta-se confortavelmente na poltrona da sala para ler os classificados no jornal do dia anterior.
Tempos depois, lemos um conto que nos parece muito familiar...
É... o Dalton, entra na vida de todo mundo, mas não deixa ninguém entrar na vida dele. Vampiro!

Dizem que hoje (14/06) ele faz aniversário. 85 anos. Será? Se não fosse por uns parentes dele que conheço, diria que o vampiro nem existe. 

Por via das dúvidas, vou deixar um pedaço de bolo na estante.
  Feliz aniversário, Dalton!
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