Morreu em Brasília, no dia 26/07, o escritor curitibano Yves Hublet.


Yves estava morando na Bélgica e aos 72 anos pretendia casar-se novamente por lá. Veio ao Brasil em maio deste ano para resolver algumas pendências documentais do seu divórcio com uma escritora de Brasília e deixar na casa do escritor e amigo em comum Airo Zamoner, o original do seu novo livro "Belle Fleur, uma abelinha gulosa".

Yves era muito conhecido no meio educacional como autor de livros infantis adotados em várias escolas brasileiras. No Paraná, a trilogia ecológica composta pelos livros Artes & Manhas do Mico-leão, A Grande Guerra de Dona Baleia e Planeta Água foram adotados nas escolas do grupo Positivio, Dom Bosco e Colégio Marista, além de pertencer ao acervo das várias bibliotecas públicas municipais e estaduais.

Foi um dos primeiros brasileiros a se preocupar com animais deficientes. Fabricava sob encomenda, delicados acessórios e carrinhos de madeira para que os donos pudessem passear com seus animaizinhos defeituosos ou com imobilidade temporária.
Mas o que o tornou nacionalmente conhecido, não foram seus livros, sua preocupação ecológica e nem sua aparência de Papai Noel bonachão. Yves virou herói nacional por ter feito o que muita gente gostaria de fazer em 2005: Deu umas begaladas ao vivo e a cores na cabeça do então deputado José Dirceu, acusado de envolvimento no escândalo do mensalão.


Incorporado pelo espírito quixotesco, a cada bengalada, Yves gritava Fristão! Fristão! Fristão! – como um recado ao povo Brasileiro.
Fristão é um mago inimigo, um feiticeiro manipulador, um ladrão citado por Miguel de Cervantes na obra Dom Quixote de La Mancha.  

Conforme publicado no site Brasil Cultura, a morte do nosso amigo Yves, ocorreu em circunstâncias estranhas. (...) “Ao descer do avião foi preso em Brasília e ficou incomunicável.”  “(...)No presídio teria adoecido e foi hospitalizado, sob escolta.” (http://www.brasilcultura.com.br/literatura/morre-o-escritor-yves-hublet/)
Ler biografia resumida do escritor 
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YVES HUBLET
NASCIMENTO: 07 de Abril de 1938 – Curitiba – PR
MORTE: 26 de Julho de 2010 – Brasília - DF
ULTIMA RESIDÊNCIA: Bélgica
Escritor curitibano, com maior destaque na literatura infanto-juvenil, graças a trilogia ecológica composta peolos livros:  “Artes & Manhas do Mico-leão”, A “Grande Guerra de Dona Baleia” e “Planeta nÁgua
Seu primeiro livro “Artes & Manhas do Mico-leão” foi sucesso no Rio de Janeiro, tendo sido adotado nos colégios daquela cidade. Fotram cinco edições pela Editora RECORD, posteriormente mais cinco pela EDC, ambas do Rio de Janeiro.

A partir do ano 2000 sua obra passou a ser editada pela CULTUR, comercializada e adotada pelas grandes redes escolares do Brasil, principalmente em Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro.
Em 2005, ficou conhecido nacionalmente como “O homem da Bengala” por ter agredido o então deputado José Dirceu, envolvido no escândalo do mensalão e em seguida por escrever e publicar em sites da internet a polêmica carta  “Sim, Senhor Presidente!  Eu sou Elite!”.

Em 2006, lançou  “O Dia em que o Homem Voou”, em comemoração ao centenário do vôo do 14 Bis. É uma sátira sobre a polêmica de quem voou primeiro: Santos Dumont ou os irmãos Wright. Na versão de Yves, o primeiro a voar foi um príncipe maori, nas ilhas Coco, perto da Austrália, antes desses dois aeronautas. Na segunda parte do livro, o autor trata do tema mais seriamente, indicando vários dados e bibliografia sobre o assunto, defendendo, com dados técnicos e históricos, a supremacia de Santos Dumont.

Após o incidente das bengaladas, Yves enfrentou vários problemas no país e usando a dupla cidadania herdada por seu pai, mudou-se para a Bélgica

Em 2009, lançou o romance “Bonjour… Bonne nuit”, que conta a saga de uma família belga nas terras do Brasil.

No Paraná, foi fundador da ACPAI – Associação Cultural Paranaense de Autores Independentes e seu presidente por duas gestões; também foi um dos fundador da UBE – União Brasileira de Escritores (seção Paraná) e seu primeiro presidente. Participou ativamente da Fábrica de Letras e Música, um projeto de revitalização do Rebouças. Em Brasília, integrou a Diretoria do Sindicato dos Escritores. 
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