Por  Dante Mendonça - counista Paraná online

Marilda Confortin é analista de sistemas e escritora. Recentemente aposentada, foi responsável pela implantação dos laboratórios de informática nas escolas municipais e pela execução do projeto da Rede Municipal de Bibliotecas Escolares. Autora de seis livros, a escritora se apresenta hoje no Paço da Liberdade, ao lado de Jane Sprenger Bodnar.

Ou­tra pro­fis­são, nu­ma ou­tra en­car­na­ção, o que se­ria: ado­ra­ria ser Con­ta­do­ra de His­tó­rias.
Dan­do a se­ma­na por fin­da, um fim de se­ma­na co­mo de­ve ser: en­so­la­ra­do, não mui­to quen­te, à bei­ra do mar ou na mar­gens de um rio.
Ser­ra abai­xo ou ser­ra aci­ma: sen­do pe­la Ser­ra do Mar, tan­to faz aci­ma, no meio ou abai­xo.
A mais bo­ni­ta pai­sa­gem do Pa­ra­ná: pôr do sol nos Cam­pos Ge­rais.
A mais bo­ni­ta pai­sa­gem de Cu­ri­ti­ba: o bos­que da Uni­ver­si­da­de Li­vre do Meio Am­bien­te.
Uma rua da ci­da­de: Rua das Flo­res.
Um sá­ba­do de chu­va: ro­da de ami­gos, vio­lão, "co­nos­qui­nhos" e al­gu­ma be­bi­da pa­ra es­quen­tar a gar­gan­ta.
Um do­min­go de sol: pas­sear na Fei­ra de Ar­te­sa­na­to no Lar­go, be­ber um sub­ma­ri­no no Ale­mão, rou­bar o ca­ne­qui­nho de stei­nhae­ger, al­mo­çar com meus fi­lhos e, à tar­de, dor­mir no so­fá da sa­la.
O que não dis­pen­so no in­ver­no: so­pa e vi­nho.
O que não dis­pen­so em qual­quer es­ta­ção do ano: poe­sia e ami­gos.
O que é mui­to bom fa­zer so­zi­nha: qua­se tu­do é bom. Gos­to da mi­nha pró­pria com­pa­nhia. Mas, ler e ou­vir mú­si­ca sem nin­guém pra in­ter­rom­per é bom de mais.
Uma mú­si­ca pa­ra ou­vir ho­je: Flor da Pe­le, de Ze­ca Ba­lei­ro.
Ou­tra pa­ra ou­vir ama­nhã: Bo­le­ro de Ra­vel.
Um ins­tru­men­to mu­si­cal que me ima­gi­no to­can­do nu­ma ba­la­da de sá­ba­do: vio­lão, sem­pre vio­lão.
Um li­vro na es­tan­te: O úl­ti­mo voo do Fla­min­go , de Mia Cou­to.
Um li­vro na ca­be­cei­ra: Poe­sias do Fer­nan­do Pes­soa. Uma an­tes de dor­mir e ou­tra an­tes de sair da ca­ma
Um fil­me de on­tem: Ci­ne­ma Pa­ra­di­so.
Um fil­me de ho­je: Ava­tar -­Foi o pri­mei­ro fil­me em 3D que as­sis­ti. Mar­cou.
Um re­tra­to na pa­re­de: mi­nha mãe co­mi­go no co­lo, em pre­to e bran­co.
Um lu­gar pa­ra ini­ciar o fim de se­ma­na: uma pou­sa­di­nha na Ilha do Mel.
Um ace­pi­pe de bo­te­co: lam­ba­ri bem tor­ra­di­nho.
O jan­tar no sá­ba­do: pei­xe na te­lha e um bom vi­nho.
O al­mo­ço de do­min­go: po­len­ta com cos­te­li­nha de por­co as­sa­da no for­no
Uma re­cei­ta de es­ti­ma­ção: maio­ne­se ca­sei­ra... hummmm!
Ne­nhum, pou­co ou bas­tan­te alho: bas­tan­te.
Uma so­bre­me­sa: chi­co ba­lan­cea­do.
Um co­po pa­ra o es­pí­ri­to: vi­nho, de pre­fe­rên­cia um Mal­bec.
Me­ta­de cheio, me­ta­de va­zio: is­so é a ca­ra de Cu­ri­ti­ba no fim de se­ma­na...
Sau­da­des de um sá­ba­do qual­quer: um pi­que­ni­que num re­can­to da Es­tra­da da Gra­cio­sa. Es­tá­va­mos apai­xo­na­dos e es­que­ce­mos o fi­lé na gre­lha.
Uma via­gem: Oa­xa­ca, no Mé­xi­co. Ines­que­cí­vel.
Quem con­vi­da­ria pa­ra pas­sar um fim de se­ma­na co­mo de­ve ser: meu me­lhor ami­go.
Noi­te de do­min­go, o que me pa­re­ce: atual­men­te, uma noi­te co­mo qual­quer ou­tra.
Há a pers­pec­ti­va de segunda-­feira, o que me dá pre­gui­ça: Na­da. Aca­bei de me apo­sen­tar. Es­tou apai­xo­na­da pe­la segunda-­feira.
O que as­sus­ta em­bai­xo da ca­ma: pe­ni­co (más lem­bran­ças da in­fân­cia).
Um pas­sa­ri­nho (so­nho) na mão: meu li­vro de poe­sias, qua­se pron­to.
Ou­tro voan­do: uma via­gem pra Itá­lia que es­tou pla­ne­jan­do pa­ra o ano que vem.
Uma fra­se so­bre Cu­ri­ti­ba: Se­ria per­fei­ta, se ti­ves­se mar.

Dante Mendonça

Cronista e cartunista, na selva da cidade é um caçador de histórias. Diariamente relata e comenta a notícia e o que não é notícia, o que faz e o que diz com espírito a nossa gente.

http://www.parana-online.com.br

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