Samba Curitibano e suas vertentes
  

Há dois anos o músico juntamente com Rubens Holzmann, iniciou um trabalho de pesquisa, escrita e arranjos de músicas de 15 compositores curitibanos.
Depois de muito esforço e investimento do próprio autor do projeto, finalmente o trabalho  ficou maravilhosamente pronto.
O CD "Samba Curitibano e suas vertentes" será  lançado no dia  01/12/2010, quarta-feira, as 20h30min, no teatro da  UTFPR - Universidade Tecnológia Federal do Paraná.


Sinto-me honrada de ser uma das parceiras desse grande artista, professor, pesquisador e documentador da arte paranaense. 

Sucesso e muito obrigada, Jazomar.
  Deixo aqui uma montagem com imagens para nossa parceria: E por falar em lua

Cenas da peça MARAT  /  SADE

Editei essa postagem para colocar uns videozinhos com fotos de todo o elenco e cenas da peça. Quem ainda não assistiu, tem mais duas chances:
Nesta quarta, dia 1 e na próxima, dia 8/12, as 20 horas, no teatro Pé no Palco. 
Vale a pena!





 Pé no Palco atividades artísticas e
o grupo teatral Folha Branca
apresentam: 

MARAT / SADE


A peça Marat / Sade foi escrita em 1964, pelo conceituado diretor de cinema e dramaturgo alemão, Peter Weiss, um grande admirador de Bertold Brecht. O título original da peça é quilométrico: Perseguição e Assassinato de Jean-Paul Marat representado pelo Grupo Teatral do Hospício de Charenton sob a Direção do Marquês de Sade.

Foi apresentada pela primeira vez em Berlin, no Schiller Theater. Imediatamente reconhecida pelos críticos como uma das obras mais importantes do teatro moderno, o que rendeu a Peter Weiss fama e reconhecimento internacional, apesar de ter sido proibida em vários países.

A cena se passa dentro do Hospício de Charenton, em Paris, onde esteve internado o famoso e conturbado Marquês de Sade. Com a cumplicidade de Coulmier (diretor do manicômio) , Sade desenvolveu sádicas experiências com os loucos internos, fazendo-os encenarem suas peças.

O drama, como o próprio título da peça resume, trata dos conflitos individuais, políticos e religiosos que motivaram a Revolução Francesa, culminando com o assassinato em 1793, do grande e temível revolucionário jacobino, Jean Paul Marat, interpretado na peça por um paciente que sofre de paranóia. Quem interpreta Charllote Corday, a bela donzela girondina assassina de Marat é uma interna do hospício que sofre de depressão e sonolência crônica.  

Com livre adaptação do texto, sob a direção de Alexandre Bonin e assistência de Alexandre Zampier, a peça Marat/Sade ganha uma dramaticidade atemporal.  Os atores assumem a personalidade dos doidos internados no Hospício de Charenton, misturando as falas da peça com suas próprias loucuras e confundindo os motivos da revolução com seus próprios motivos e com as mentiras, falsidades políticas, morais e religiosas dos dias atuais.  

A composição musical é do grupo Trombone de Frutas com apoio de Rodrigo Figueiredo e as músicas são interpretadas por um bando de doidos, que, dependendo do nível do texto e excitação da cena, esquecem a letra, saem do tom e assumem suas personalidades doentias, necessitando da interferência frequente dos enfermeiros carrascos que descem o cacete nos pobres atores.

Além dos personagens citados, há também o ex-padre, socialista radical Jaques Roux;  o depravado deputado direitista Duperret; um Apresentador maluco que anuncia a sequência dos atos e sopra as falas para os doentes; a ingênua esposa do diretor Coulmier que não entende os motivos da revolução, e por fim Simonne Evrard, a fiel companheira de Marat, interpretada por uma maltratada interna que sofre de distúrbios bipolares(eu).

Você tem 8 chances de nos ver comentendo essa loucura:

LOCAL DE APRESENTAÇÃO: Pé no Palco
Rua Conselheiro Dantas, 20 - Rebouças - perto do Teatro Paiol. 

DATAS/HORÁRIOS:

24/11 - quarta-feira - 21 horas
26/11 - sexta-feira - 21 horas
27/11 - sábado -  21 e 23 horas (2 apresentações)
28/11 - domingo - 19 e 21 horas (2 apresentações)
01/12 - quarta-feira - 20 horas
08/12 - quarta-feira - 20 horas


Elenco


Indhyana Damas - Esposa do diretor do Hospício
Ithamar Kirchner - Anunciador
Jivan Berlanda - Coulmier
José Augusto Cunha - Jaques Roux
Marilda Confortin - Simonne Evrard
Ricardo Alberti - Marat
Rodrigo Figueiredo - Marquês de Sade
Thalles Werner - Duperret
Vivi Túlio - Charlote Corday


Músicos, cantores
Aaron Ramathan
Andressa Bacarji
Evandro Silva
Flora Vieira Chagas
Keli Passolini
Mima Neumann 
Patricia Markowski
Talyssa Mendes


Enfermeiros
Dona Teresa (Mary Teresa Gabardo)
Bruno Ramos

ENTREVISTA DE MARILDA CONFORTIN

ENTREVISTA DE MARILDA CONFORTIN PARA A TV SINAL, NO PROGRAMA CIRANDA CULTURAL
com  Marcos Martins

BLOCO 1: 
A leitura na infância; a informática como profissão; os temas preferidos.
 


BLOCO 2:
As influências literárias; O POETRIX
 


BLOCO 3 
Prosa ou poesia; os festivais internacionais de poesia; o novo livro "Busca e Apreensão"; a Rede de Bibliotecas Escolares de Curitiba.
As parcerias da poesia com a música; as Segundas Autorais no Bardo Tatára; as Quintas dos Infernos; a literatura nacional; convite para para o lançamento do livro Busca e Apreensão no Paço Municipal de Curitiba.

SEM MEDIDAS

não nos conhecia,
nem sabia nada
sobre nosso amor.

Se soubesse,
não se atreveria
a findar o dia
ao amanhecer.

Hoje
vai ter tantas horas
que, quem sabe, agora
já seja amanhã.
No entanto,
para nós,
é tão cedo ainda;
é ainda ontem;
ainda é dia,
nem anoiteceu.

Nosso amor ninguém mensura.
Dura enquanto o tempo para.
Para enquanto lua.
Lua enquanto há mar.


Poesia Com Sumo Feminino!
por Altair de Oliveira

Devido à proximidade do final de ano, quando um certo espírito natalino impele até os consumidores mais parcimoniosos a irem às compras, e devido também a um certo sentido de sobrevivência poética, a nossa coluna de "poesia como a vida" decidi mostrar aqui alguns trabalhos de poetas independentes, iniciando pelos trabalhos das poetas Flávia Perez e Marilda Confortin, numa tentativa de possibilitar que eles possam, de agora em diante, ser e estar mais presentes em nossas vidas!



Um sax na noite - de Tonicato Miranda



 o blues é muito lento
meu coração vai ao vento
a mão vai apagando luzes
de todos estes abajures

noite cinza sem chuva
aqui mastigo uma uva
penso em você, louca
esta é minha voz rouca
a palavra que não disse
o pássaro e seu despiste
pedindo ou não outro bico
para beijar, mas não fico

ou fico com o outro bico
do pássaro mais que rico
É John Coltrane a invadir
a esgarçar o meu sorrir

mas este é um riso triste
neste riso que resiste
ao piano, ao sax poético
do negro mais que estético
deus de ébano e do som
falando ao meu ouvido bom

mesmo triste vou “a te”
o sax me insiste em você
a música lenta é tão doída
é minha vontade, toda roída
tristeza jogada como folha
solta da sacada como bolha
nada mais que bola de sabão
espuma solta do meu coração

Curitiba, 5/10/2010.
Tonicato Miranda

Chora, Alexandre...

Chora
Alexandre França

Conheci o Alexandre num bar, quando ele ainda era de menor. Um piá de bosta escrevendo e compondo como gente grande, dizia eu. Trilhou um belo caminho, esse guri. Hoje, é sem dúvida um dos mais completos e respeitados artistas de Curitiba. Esse tango é só uma amostra do que ele é capaz de produzir. Belíssimo.

ARREPIO

Foi tardio aquele medo,
aquele arrepio
que percorreu minha espinha
e aquele suor frio
que escorreu pelo braço.

Na garganta um “que é que eu faço?”
engasgou, saiu resmungo,
ninguém neste mundo
poderia entender.

Tardia também saiu tua voz
quando entre nós
só havia nudez.

E uma vez feito,
nada arrancava do peito
aquele vão.

Nem tua mão leve,
nem o tom breve
e macio de falar:
 - Quão tardio foi amar.

Dia após dia


Vão-se os dias,
cheios de compromissos.
Dois seios omissos
secam em desuso,
sob a blusa.

Vão-se noites vazias,
inundadas de insônia.
Em vão: estrelas, luas,
poesias, sonhos.

Esvai-se a vida
dissolvida
ao léu.

Se ao menos eu cresse em céu...

MULHERES CANTAM MULHERES
COM ROSANA E ANA CLAUDIA
DIAS 6, 11, 12 E 13/11
Essas duas cantoras, farão um show em homenagem às mulheres. No repertório, composições próprias, parcerias e e de outras compositoras, tais como: Alice Ruiz, Edinéia, Ethel, Mari Lopez, Yara e Marilda. 
Obrigada pela homenagem e pela parceria, Ro e Ana

Morte num dia comum 
Alexandre França
Imagem: Cesar Lobo

No passeio público
Um andar inebriado de cadela
Escorre a azáfama de cães esfomeados.
O carro de som da partida a fome das vielas
"hoje, só hoje" berra o berro da mão do motorista.
A ruminar soluços,
Berços incandescentes disparam baforadas de vícios perdidos.
Meu corpo espera a carne irromper no precipício
O estopim da lugar ao óbvio
Ao não início
E o meu óbito cruza as pernas,
Na certeza de que alguém
Ao menos hoje,
Sentará ao meu lado.
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