ARREPIO

Foi tardio aquele medo,
aquele arrepio
que percorreu minha espinha
e aquele suor frio
que escorreu pelo braço.

Na garganta um “que é que eu faço?”
engasgou, saiu resmungo,
ninguém neste mundo
poderia entender.

Tardia também saiu tua voz
quando entre nós
só havia nudez.

E uma vez feito,
nada arrancava do peito
aquele vão.

Nem tua mão leve,
nem o tom breve
e macio de falar:
 - Quão tardio foi amar.

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