Morte num dia comum 
Alexandre França
Imagem: Cesar Lobo

No passeio público
Um andar inebriado de cadela
Escorre a azáfama de cães esfomeados.
O carro de som da partida a fome das vielas
"hoje, só hoje" berra o berro da mão do motorista.
A ruminar soluços,
Berços incandescentes disparam baforadas de vícios perdidos.
Meu corpo espera a carne irromper no precipício
O estopim da lugar ao óbvio
Ao não início
E o meu óbito cruza as pernas,
Na certeza de que alguém
Ao menos hoje,
Sentará ao meu lado.
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