Pé no Palco atividades artísticas e
o grupo teatral Folha Branca
apresentam: 

MARAT / SADE


A peça Marat / Sade foi escrita em 1964, pelo conceituado diretor de cinema e dramaturgo alemão, Peter Weiss, um grande admirador de Bertold Brecht. O título original da peça é quilométrico: Perseguição e Assassinato de Jean-Paul Marat representado pelo Grupo Teatral do Hospício de Charenton sob a Direção do Marquês de Sade.

Foi apresentada pela primeira vez em Berlin, no Schiller Theater. Imediatamente reconhecida pelos críticos como uma das obras mais importantes do teatro moderno, o que rendeu a Peter Weiss fama e reconhecimento internacional, apesar de ter sido proibida em vários países.

A cena se passa dentro do Hospício de Charenton, em Paris, onde esteve internado o famoso e conturbado Marquês de Sade. Com a cumplicidade de Coulmier (diretor do manicômio) , Sade desenvolveu sádicas experiências com os loucos internos, fazendo-os encenarem suas peças.

O drama, como o próprio título da peça resume, trata dos conflitos individuais, políticos e religiosos que motivaram a Revolução Francesa, culminando com o assassinato em 1793, do grande e temível revolucionário jacobino, Jean Paul Marat, interpretado na peça por um paciente que sofre de paranóia. Quem interpreta Charllote Corday, a bela donzela girondina assassina de Marat é uma interna do hospício que sofre de depressão e sonolência crônica.  

Com livre adaptação do texto, sob a direção de Alexandre Bonin e assistência de Alexandre Zampier, a peça Marat/Sade ganha uma dramaticidade atemporal.  Os atores assumem a personalidade dos doidos internados no Hospício de Charenton, misturando as falas da peça com suas próprias loucuras e confundindo os motivos da revolução com seus próprios motivos e com as mentiras, falsidades políticas, morais e religiosas dos dias atuais.  

A composição musical é do grupo Trombone de Frutas com apoio de Rodrigo Figueiredo e as músicas são interpretadas por um bando de doidos, que, dependendo do nível do texto e excitação da cena, esquecem a letra, saem do tom e assumem suas personalidades doentias, necessitando da interferência frequente dos enfermeiros carrascos que descem o cacete nos pobres atores.

Além dos personagens citados, há também o ex-padre, socialista radical Jaques Roux;  o depravado deputado direitista Duperret; um Apresentador maluco que anuncia a sequência dos atos e sopra as falas para os doentes; a ingênua esposa do diretor Coulmier que não entende os motivos da revolução, e por fim Simonne Evrard, a fiel companheira de Marat, interpretada por uma maltratada interna que sofre de distúrbios bipolares(eu).

Você tem 8 chances de nos ver comentendo essa loucura:

LOCAL DE APRESENTAÇÃO: Pé no Palco
Rua Conselheiro Dantas, 20 - Rebouças - perto do Teatro Paiol. 

DATAS/HORÁRIOS:

24/11 - quarta-feira - 21 horas
26/11 - sexta-feira - 21 horas
27/11 - sábado -  21 e 23 horas (2 apresentações)
28/11 - domingo - 19 e 21 horas (2 apresentações)
01/12 - quarta-feira - 20 horas
08/12 - quarta-feira - 20 horas


Elenco


Indhyana Damas - Esposa do diretor do Hospício
Ithamar Kirchner - Anunciador
Jivan Berlanda - Coulmier
José Augusto Cunha - Jaques Roux
Marilda Confortin - Simonne Evrard
Ricardo Alberti - Marat
Rodrigo Figueiredo - Marquês de Sade
Thalles Werner - Duperret
Vivi Túlio - Charlote Corday


Músicos, cantores
Aaron Ramathan
Andressa Bacarji
Evandro Silva
Flora Vieira Chagas
Keli Passolini
Mima Neumann 
Patricia Markowski
Talyssa Mendes


Enfermeiros
Dona Teresa (Mary Teresa Gabardo)
Bruno Ramos
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