Novo signo?

Resposta dos astrólogos brasileiros à reportagem "Guerra nas estrelas", publicada na VEJA



Ao Sr. Diretor de Redação da  Revista VEJA

       Na qualidade de astróloga atuante, ex-presidente e atual Conselheira do SINARJ - Sindicato dos astrólogos do Rio de Janeiro eu apresento meu protesto com relação à matéria de capa  desta semana: “GUERRA NAS ESTRELAS - Mais uma vez a astronomia demole as crenças astrológicas. Mas isso importa para quem se guia pelos astros?”.

       Para começar Astrologia não é uma crença, mas um saber de 4.000 anos cujo  objeto de estudo é a correlação entre os movimentos celestes e terrestres.

       Com relação ao Zodíaco, desde o século II d.C a Astrologia praticada no Ocidente, designada como Tropical, deixou de utilizar as constelações para localizar o movimento do Sol, Lua e planetas. O Zodíaco Tropical  utiliza como parâmetro os pontos dos Equinócios e Solstícios. Os pontos dos Solstícios projetados na Terra deram origem aos Trópicos de Câncer e Capricórnio, daí a designação Astrologia  Tropical.

       Deste modo, para a Astrologia Tropical não importa  a constelação na qual o Sol se encontra e nem o
número de constelações que ele atravessa em seu trajeto na eclíptica, caminho aparente do Sol. Importa apenas qual dentre os doze segmentos iguais de 30º está sendo percorrido pelo Sol.

       Esta divisão matemática ocorreu no século V a.C na Babilônia e deu origem aos signos. Embora os signos tenham adotado os nomes das constelações, que na ocasião estavam próximas aos segmentos, jamais os signos coincidiram com as constelações.

       Então é fundamental distinguir signos de constelações. Constelações são conjuntos de estrelas, de  tamanhos bastante variados, que se movimentam em função do movimento do eixo da Terra denominado precessão dos equinócios. Signos são doze, iguais e fixos. Não há possibilidade de ocorrer qualquer inclusão.

       Portanto, o tempo não muda o Zodíaco Tropical porque a divisão matemática é baseada nos pontos dos
Equinócios e Solstícios que são fixos.

       Aliás, para que isto fosse respeitado o calendário foi corrigido no século XVI, quando passou de Juliano para Gregoriano.

       Finalmente esclareço que Galileu e Kepler não apenas estudaram Astrologia, mas a exerceram profissionalmente. Isto pode ser comprovado em livros de astrônomos de renome tais como:

       Kepler – Ronaldo Rogério Mourão  - 2003 Odysseus Editora
       Os Planetas – Dava Sobel - 2005 Companhia Das Letras

       Atenciosamente,

       Celisa Beranger
astróloga atuante, ex-presidente e atual Conselheira do SINARJ - Sindicato dos astrólogos do Rio de Janeiro

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