A Luona du cumpadi Danié

A Luona du cumpadi Danié

O cumpadi Danié Faria, cumpanhêro de poesia e canturia me mandô um emeio preguntando se eu vi a luona de onti.

Mas craro que vi a luona, cumpadi Danié. Ficamo lá, nóis duas, uma oiando prá cara da otra com os zóio arregalado, contando história de amô estraviado. 

Ela veve vorteando a terra percurando o mardito do  homi que deito e rolô im cima dela, cravô uma bandera de possêro no seu coração e dispois sumiu, como faze tudo os homi com as pobre das muié que si intrega prá eles. 

Ela me contô que o primêro homi da vida dela foi um tar de
Neil Armstrong. Eu disse pra ela í se acostumando, porque eles são ansim mesmo. Tudo uns canáia. Conquistam a gente e despois sortam nóis suzinha num baita dum vaziu do tamanho do universo. Nóis num sabe nem o que fazê cum tanto espaço despois que eles sai dos nossos braço. Fiquemo perdida, acordada as noite intera, suspirando de sodade nas janela. Das veiz, inté despenquemo das altura e afundemo do mar de tristeza de tanta dô que sintimo.

Decramei pra ela um trechinho de uma poisia que fiz pra ela e que diz ansim ó:
" Amigas suicidas somos, a lua e eu: Enfeitiçadas por um amor platônico, sob o olhar atônito das estrelas, morremos e nascemos noite e dia. Eu, incandescente fênix. Ela, encantadora e fria ".


Vi uma estrela cair dos zóio dela. Chorô, a cuitadinha. Uivei pra ela como faiz as loba. 

Se conhecemo bem, nóis duas. Somo cumprici dessas hora que passemo varando a noite, luitando com os dragão que moram nos labirinto da gente, alumiando os caminho dos homi que amemo pra que num caiam nos barranco da vida. E eles lá, c´oas  otra, esses boêmio  malagradecido...

Bão, intão inté mais cumpadi.

Marilda Confortn
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