SOY FRIDA

Wonka realiza noite literária em homenagem a Frida Kahlo

Publicado em 23/09/2013 - http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?id=1410751&tit=Wonka-realiza-noite-literaria-em-homenagem-a-Frida-Kahlo

A pintora mexicana Frida Kahlo (1907-1954) será homenageada na noite literária Vox Urbe, amanhã, a partir das 21 horas, no Wonka Bar (R. Trajano Reis, 326, São Francisco), (41) 3026-6272. A poeta Marilda Confortin e a empresária Ieda Godoy farão leituras bilíngues do diário da artista, e haverá também shows de bolero com Laís Mann, Jeff Sabbag, Rogério Leitum e Endrigo Bettega. No cardápio, quitutes mexicanos ao encargo de Helena Marguerita, da Feira do Largo da Ordem. A decoração temática trará ainda a exposição Soy Frida, com fotos de Ieda Godoy sob as lentes de Alessandro Reis, Karla Gironda e Thiago Ponzio. Os ingressos custam R$ 10.

Ieda Godoy e Marilda Confortin -  las Fridas




Mi Diego:

Espejo de la noche.

Tus ojos espadas verdes dentro de mi carne. 
Ondas entre nuestras manos.
Todo tú en el espacio lleno de sonidos - en la sombra y en la luz.  
Tú te llamarás Auxocromo, el que capta el color. 
Yo Cromoforo, la que da el color. 
Tú eres todas las combinaciones de los números. La vida.
Mi deseo es entender la línea, la forma, la sombra, el movimiento. Tú llenas y yo recibo. 
Tu palabra recorre todo el espacio y llega a mis células que son mis astros y va a las tuyas que son mi luz. (Frida Kahlo)


 



FOI UMA NOITE MARAVILHOSA!

saudades dos amigos de Coyoacan

 

Salada e Leitura

Tinha esquecido disso... hoje, revirando meus guardados, encontrei muita coisa... eu nem sabia que tinha feito tanta coisa assim. Ler a coluna "salada e leitura"

Leitura de poemas do Vinícius de Moraes



Bárbara Lia e eu estaremos lendo poemas nossos e de Vinicius de Moraes durante a 32ª Semana Literária SESC. Teremos a honra de ser acompanhadas pelo saxofonista Ederson Renaud.



E FOI ASSIM:

Bárbara Lia e Marilda Confortin - as que leram poemas do Vinícius (e de nossa autoria, também)

Ederson e Marilda - Vinícius em música e verso

Ederson sabe tudo de Vinícius e de sax.


Fotos de Decio Romano.

Infância

Fiz uma participação especial no show dos Irmãos Rolim e convidados, no SESC Água Verde. Em homenagem à Helena Kolody, declamei seu poema Infância



INFÂNCIA  (Helena Kolody)



Aquelas tardes de Três Barras, 
plenas de sol e de cigarras!

Quando eu ficava horas perdidas

Olhando a faina das formigas

Que iam e vinham pelos carreiros, 
no áspero tronco dos pessegueiros.



A chuva-de-ouro era um tesouro,

quando floria.

De áureas abelhas, toda zumbia.

Alfombra flava, o chão cobria...



O cão travesso, de nome eslavo,

Era um amigo, quase um escravo.

Merenda agreste: Leite crioulo,

Pão feito em casa, com mel dourado,

Cheirando a favo.



Ao lusco-fusco, quanta alegria!

A meninada toda acorria

Para cantar, no imenso terreiro:

 “Bom barqueiro! Bom barqueiro...”

Soava a canção pelo povoado inteiro

E a própria lua cirandava e ria.



Se a tarde de domingo era tranquila,

Saía-se a flanar, em pleno sol,

No campo, recendente, a camomila.

Alegria de correr até cair.

Rolar na relva como potro novo

E quase sufocar, de tanto rir!



No riacho claro, às segundas-feiras,

Batiam roupas as lavadeiras.

Também a gente lavava trapos

Nas pedras lisas, nas corredeiras;

Catava limo, topava sapos

(Ai, ai, que susto! Virgem Maria!)



Do tempo, só se sabia

Que no ano sempre existia

O bom tempo das laranjas

E o doce tempo dos figos...



Longínqua infância...

Três Barras...

Plena de sol e cigarras.

com o grupo de convidados, incluindo a participação mais que especial do maestro Waltel Branco.





Poema de dor


Show Reverbero, de Amanda Lyra, dia 6/09/13 no Teatro Regina Vogue. Nesta cena, eu interpreto um poema muito dolorido, de minha autoria, postado mais abaixo. A atriz que está contracenando comigo é Ana Luiza Krieger. 
 







Não há mais laços.
Só sobraram os nós.
Rotos, partidos.
Soçobramos nós.
Bagaços, feridos.

Quem tira de mim essa ira que nem sei onde mora?
Tem hora sinto na boca, no oco do estômago,
no buraco do peito, no escuro do olho.
Não sei direito.
Se eu me der um soco, tu vais embora?

Preciso te expurgar do meu corpo,
vivo ou morto.
Como te tirar de mim,
se estou cheia de ti?
Se tuas farpas estão cravadas
em todos os meus cantos,
em meus contos, meus versos.
Se tem restos de tua saliva na cárie do meu dente
Estrepes de tua carne nas minhas unhas;
Se teu esperma ainda escorre nas minhas pernas.
Me diz como!

Como te tirar da minha vida
se não tenho mais vida?

Quando se odeia o próprio amor,
não adianta matar para esquecer
é preciso morrer
para acabar com a dor!
(Marilda Confortin)
 

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