Lendo um artigo sobre a poesia brasileira, me senti…

O crítico fala, embasa, explica e disseca a poesia como se fosse rã.
O poeta cala, engasga, extirpa e seca suas tripas como se fossem lã.



The Wound Man 1491



Beco Prado

Recebi ontem e comecei a ler o “amplo espectro” de Roberto Prado. Tá lá gritando no criado-mudo. Parei no poema que diz “sem quem me faça nanina….”. Ri sozinha. É a minha cara esse. Dormi com a satisfação de ler poesias que gostaria de ter escrito. É realmente ampla a visão poética do Beco. Cobre feito edredom todos os espaços di_versos do leitor. Muito obrigada, Roberto. Teu livro aquecerá as noites desse inverno e deixará meus dias mais felizes. Grande abraço, poeta.

Eterno X Efêmero

Img: Renoir, "En la terraza" 1881, The Art Institute, Chicago


Ele dizia que pintar flores relaxava.
Sinto-me um Renoir plantando-as.
Mesmo que efêmeras..

Inevitável solidão


Todos os sentidos são atos solitários.
Ninguém deveras sente o que o outro sente.
Somos só solidários.




Simplicidade



Ontem almocei normal:
Arroz, feijão, sangue no jornal.

Hoje, não.

Consumi pastelão,
sessão da tarde,
lambida de cão.

De sobremesa,
beijo de neto,
suspiro de filha,
visita surpresa.

Hoje, não li jornal.
O dia fica melhor com poesia
secando no varal.

Img: @eileengidman.com
Txt: @marilda confortin

LARGO (esquerdo) da ORDEM

Do tempo que eu recitava minhas poesias por aí. Para ouvir, clique AQUI







Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...