Busca e apreensão 

 Por Vilmar Daufemback,  poeta catarinense, ao ler meu livro.  


Reabro aqui minha adega
Na távola, Busca e Apreensão,
Com um tinto que me rega
E me entrega à prisão.

Prisão dos versos que leio
Onde eterno eu me condeno
A devorá-los sem freio
E deles me apequeno.

Da tua cepa sou mosto
Vinagre de acriazedume,
Sou casta de cheiro betume
Colhida em fim de agosto.

Levanto a ti minha taça
Santè! - desejo pra ti
Da minha adega que escassa
Versos como esses que li.
Vilmar Daufemback


Emocionada aqui, Vilmar. Muito obrigada

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